Resumo
Este artigo parte da análise de poemas ecfrásticos de MarÃlia Garcia, poeta contemporânea brasileira, criados a partir de obras cinematográficas. Partindo da noção de que há, na poesia de Garcia, uma abordagem transmedial dos conceitos – ideia trabalhada por Joana Matos Frias em “‘Tudo o que em mim pensa estaÌ filmando’: pertença e repetição na poesia brasileira contemporaÌ‚nea†(2016) – explora-se a ideia de que a écfrase, na obra em questão, surge como forma de análise crÃtica das obras fÃlmicas descritas. Esta abordagem sugere um fazer poético que também é exercÃcio de reflexão sobre as formas de criação artÃstica, situando o eu-poeta numa dupla condição de estar em contato com a obra de arte tanto na condição de espectador e receptor quanto de produtor de reflexões crÃticas através do próprio fazer poético.
