“O Riso Agudo dos Cínicos”: Desassossego e Ironia em Armando Silva Carvalho
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Palavras-chave

contemporary portuguese poetry
resistance
irony
cynicism
parody
Armando Silva Carvalho poesia portuguesa
resistência
ironia
cinismo
paródia
Armando Silva Carvalho

Como Citar

Frias, J. M. (2013). “O Riso Agudo dos Cínicos”: Desassossego e Ironia em Armando Silva Carvalho. ELyra: Revista (dev), (2). Obtido de https://revistas.xyz/elyra1/index.php/revelyra/article/view/29

Resumo

A partir de uma reflexão sobre a resposta do poeta Armando Silva Carvalho (n. 1938) à questão “A poesia é uma forma de resistência?” e sobre o seu dictum “O texto não faz nem refaz o mundo”, este trabalho procura reconstituir na sua obra poética, desde o inaugural Lírica Consumível (1965), os princípios elementares que presidem ao exercício da “expressão desassossegada”, da retórica da ironia e da textualidade paródica que têm singularizado o discurso do poeta no panorama da literatura portuguesa contemporânea, exigindo ao leitor a colaboração num complexo jogo de reconstrução da intencionalidade autoral. Esta análise terá em vista um equacionamento sistemático das modulações que a razão cínica, fundada no culto da polifonia irónica, tem apresentado numa certa linhagem da poesia moderna e contemporânea que ambiciona, na síntese de Armando Silva Carvalho, “incomodar os vivos” e assim, nesta justa medida, assumir a resistência enunciativa como forma de existência poética.
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